Meia abriu mão de salário, pagou parte da transferência e bancou voo para jogar a Supercopa
O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo só foi possível graças a um gesto fora do comum do próprio jogador. Para destravar a negociação com o West Ham, o meia rubro-negro precisou colocar dinheiro do próprio bolso e assumir custos importantes da operação, demonstrando o forte desejo de voltar ao clube que o revelou.
O Flamengo acertou a contratação de Paquetá por 42 milhões de euros, mas a diretoria chegou ao limite máximo de 41,25 milhões de euros. Para que o clube inglês aceitasse o modelo de parcelamento e liberasse a transferência, o camisa 20 completou o valor restante, depositando 750 mil euros diretamente ao West Ham — cerca de R$ 4,7 milhões.
Além disso, Paquetá abriu mão do salário referente ao mês de janeiro que ainda tinha a receber dos “Hammers” e também arcou integralmente com o custo do voo fretado para retornar ao Brasil. O objetivo era claro: chegar a tempo de ser registrado, regularizado e ficar à disposição na final da Supercopa, contra o Corinthians.
Esforço financeiro mostra identificação com o Rubro-Negro
Somando todos os valores envolvidos — complemento da transferência, salário renunciado e despesas logísticas —, Lucas Paquetá desembolsou cerca de R$ 10 milhões para que o negócio fosse concretizado. A atitude reforça a identificação do meia com o Flamengo e evidencia o quanto o jogador estava disposto a fazer sacrifícios pessoais para vestir novamente a camisa rubro-negra.
O gesto foi visto internamente como uma demonstração clara de comprometimento e paixão pelo clube, algo raro em negociações desse porte no futebol moderno. Mais do que um reforço técnico, Paquetá retorna ao Flamengo como símbolo de ligação emocional com a instituição e de vontade real de vencer títulos pelo time do coração.
| Gilvan de Souza |